Fotografias Publicitárias

Trabalho Particular Fotografico/ Filmagem de Alexandre Hipólito






FOTOGRAFIA: COMPOSIÇÃO :: PROFA DANIELA DE MORAES Composição Fotográfica




Existem duas origens para o nome fotografia. Uma delas procede da Grécia, cujo conceito é adotado nos países ocidentais:


                                                                           Foto = luz
Portanto a fotografia seria a arte de escrever com a luz. Uma escrita, por conseqüência. A outra vem do oriente, mais especificamente do Japão, onde é chamada de “Sha-Shin”, que quer dizer “Reflexo da Realidade”. Por esse conceito a fotografia seria uma forma de expressão visual. Esse duplo sentido, já a partir do próprio nome, nos leva a admitir a fotografia como uma forma de expressão visual, associada a uma condição de linguagem. Desde seu surgimento a fotografia passa a defrontar-se com a seguinte dualidade: seria ela um procedimento de natureza artística? Ou simplesmente atenderia a um imediatismo realista? Quaisquer dessas vertentes são verdadeiras e autênticas, uma vez que uma foto não exige somente a escolha de um ponto de interesse, utilização de equipamentos e o conhecimento técnico para manuseá-los. Ela exige também uma boa dose de imaginação e sensibilidade, além de uma apurada visão crítica, já que uma imagem congelada de um momento qualquer da existência pode suscitar uma profunda sensibilização por parte do espectador. A linguagem fotográfica é o elemento capaz de envolver a observação, a inspiração, a criação e a técnica. A linguagem é a própria síntese da fotografia, ela se justapõe à linguagem visual de caráter geral, isto é, no exame dos elementos configuradores da expressão objetiva da imagem: o ponto, as linhas, a superfície, o volume, as texturas, etc. O bom aproveitamento desses elementos está intimamente ligado ao olhar fotográfico. Ao fotógrafo cabe o dever de se preocupar com a necessidade da fotografia exprimir-se com clareza e de situar o fato ou motivo em relação ao espaço, momento e à época. O fotógrafo não deve se descuidar também da seqüência observada na leitura de uma foto: • percepção: função de natureza puramente ótica • identificação: função em que se entrelaçam as naturezas ótica e mental • interpretação: função essencialmente mental. Cabe ainda ao fotógrafo considerar que a imagem fotográfica resulta de duas estruturas básicas: a geométrica e a perceptual. Algumas orientações a serem observadas para a obtenção de registros fotográficos de bom nível: - tente distinguir os aspectos extraordinários de cada detalhe das coisas que eram insignificantes ou desprezíveis em seu cotidiano. - perceba as configurações por vezes extravagantes de lugares e de seres exóticos. - busque o inusitado na natureza, na fisionomia e nas reações de pessoas e animais. - atente para o sentido de direção e perspectivas das linhas. - identifique a ação, a serenidade e o ritmo dos movimentos harmônicos. - explore as formas, os contrastes, e o estímulo tátil das texturas que também suscitam realismo. - procure trabalhar com antevisão, a perspicácia e a serenidade necessárias para a escolha do momento decisivo nas tomadas de ação e nos flagrantes. O fotógrafo deve também organizar suas imagens e para tanto ele tem que: • acompanhar a direção da luz; • aproximar-se ou afastar-se do motivo; • inclinar a máquina (para cima ou para baixo); • optar entre o quadro horizontal ou vertical; • definir a melhor composição e o melhor corte; • explorar a dimensionalidade de acordo com os volumes e planos onde se situam os objetos; • examinar a linguagem da luz (fonte, qualidade, quantidade, etc); Composição: elementos básicos Podemos obter uma fotografia “maravilhosa” ou uma fotografia “mais ou menos”, dependendo da maneira como a imagem é composta no quadro (retângulo/frame). A escolha do formato da fotografia, a posição do tema principal e o ponto de vista escolhido são alguns dos elementos que nos ajudam a conseguir melhores fotografias. A composição da imagem inicia-se pelas proporções da própria fotografia, ou seja, do quadro, que geralmente é retangular (temos também outros formatos menos utilizados, como o quadrado). Partido do retângulo, podemos escolher o enquadramento horizontal ou vetical. O formato O formato horizontal é o mais comum, isso se deve pelo fato de nosso olhos estarem dispostos na horizontal e por vermos o mundo mais ou menos com essa forma, e não com uma forma vertical ou quadrada. Também estamos condicionados pelo próprio formato da câmera fotográfica e pelas proporções das telas de televisão e do cinema, ambas horizontais. Em geral, nossa tendência é analisar uma fotografia da esquerda para a direita (fato que também se deve pela influência da escrita ocidental – da esquerda para a direita e de cima para baixo), mas isso depende muito do conteúdo da própria imagem. Se esta possui um forte centro de interesse, é para aí que nossos olhos se dirigem em primeiro lugar. O formato horizontal é mais utilizado para retrados em grupo e para qualquer tema onde seja melhor dar ênfase às ações horizontais. Devemos utilizar o formato vertical quando os elementos tendem para a forma vertical. Nesse formato, a tendência de nosso olhar é examinar a imagem primeiramente de cima para baixo (ou vice-versa: de baixo para cima). E não da esquerda para a direita, como no enquadramento horizontal. O Ponto de Visão O ponto de visão é um dos mais importantes meios de controle e seleção da composição fotográfica. Se nos deslocarmos, nos afastando ou nos aproximando do motivo a ser fotografado, podemos mudar drasticamente as dimensões aparentes dos objetos. Se nos deslocarmos, ainda, em volta do tema principal podemos modificar toda a atmosfera da fotografia, juntamente com a escolha do ângulo de visão, tal como: de cima para baixo (ponto de visão elevado), de baixo para cima (ponto de visão baixo) , ou de frente (em closeup), preenchendo o quadro com o tema principal. A colocação do tema O processo de composição nada mais é do que a busca de proporcionalidades não necessariamente simétricas. Quando começamos a fotografar, geralmente temos a tendência a colocar o objeto ou pessoa a ser fotografado no centro do quadro. Essa é uma maneira muito prática para se evitar “erros de enquadramento” tais como cortes da cabeça ou dos pés das pessoas, mas certamente é uma escolha que comprometedora para a composição. A composição de uma fotografia fica em geral melhorada se o tema principal estiver um pouco descentrado (ver regra dos terços). Divisões simples, como usar uma linha para quebrar a imagem em partes diferentes é uma poderosa ferramenta de composição aplicável a vários temas. Deslocando-se a linha de visão para cima ou para baixo, altera-se a posição de toda a cena do enquadramento. Ex: A colocação da linha do horizonte (preencher os quadros com os exemplos vistos em sala de aula) 1- Horizonte centrado – Enquadrar a imagem de modo que o horizonte fique no meio divide a fotografia em duas metades iguais, com atração visual igual (as duas metades tendem a competir pela nossa atenção), há o perigo de afastarmos os olhos do tema principal. Porém em alguns casos, uma divisão central pode criar uma simetria completa e interessante. 2- Horizonte baixo – Inclinar a câmera para cima faz com que o horizonte desça, fazendo com que o céu ocupe a mair parte do quadro fotográfico. 3- Horizonte elevado – Inclinar a câmera para baixo faz com que o horizonte suba para o alto. O horizonte alto permimte que os primeiros planos se tornem um elemento importante na fotografia. A lei dos terços e os pontos áureos A lei ou regra dos terços ou ainda, linhas de terço, é a divisão imaginária, da superfície da imagem (retângulo) em três partes horizontais e três verticais, ou seja, em nove partes iguais. Os cruzamentos dessas linhas definem os pontos fundamentais para uma composição harmoniosa, são os “Pontos Áureos” ou “Pontos de Ouro”. Quaisquer elementos situados num dos pontos áureos ganha peso visual. É possível destacar assim, o assunto no quadro da imagem.
Ao observarmos um quadro fotográfico nosso olhar realiza uma leitura que obedece certas tendências preestabelecidas em nosso cérebro. Normalmente partimos da esquerda para a direita e em projeções diagonais. Com muita freqüência essa orientação procede também a uma espécie de “varredura” sobre o quadro, cumprindo movimento circular que passa pelos pontos áureos. O último lugar a ser particularmente observado ou fixado por nossos olhos é exatamente o centro do quadro. As linhas Dentre os elementos que compõem o quadro fotográfico temos basicamente as linhas horizontais, verticais e diagonais. Linha horizontal: é a reta mais comum. É a que acompanha praticamente todas as tendências de leitura e interpretação exercidas pelo homem. Sua presença suscita sempre a divisão no horizonte. A interpretação de sua presença sugere calma, tranqüilidade e frieza. Linha vertical: ao contrário da horizontal, que exprime extensão, a linha vertical liga-se à projeção da altura e sua oposição à linha horizontal funciona como contraste natural aos efeitos desta. Sua presença sugere vibração e atividade. Linha diagonal: situa-se numa posição intermediária entre as linhas horizontais e verticais. É um termos de equilíbrio e, como resultante de forças, sugere o movimento dos elementos. Talvez por isso sirva como orientação ao olhar. Sua presença em grande quantidade e em vários sentidos sugere o caos e a desordem. As formas geométricas Para a composição fotográfica, as formas geométricas básicas são: o triângulo, o círculo, o quadrado e o retângulo. O triângulo: é uma forma que sugere ação. Quando um dos lados encontra-se alinhado à base da foto, ele indica um movimento ascendente. O círculo: sugere estabilidade e simboliza o infinito. A exemplo da elipse, cuja forma corresponde ao movimento ordenado das galáxias, o círculo representa a harmonia. O quadrado: embora pouco explorado, constitui uma figura excelente para ser usada dentro do retângulo fotográfico como contraponto de equilíbrio. O retângulo: é a figura de uso mais consagrado em nosso cotidiano, cujo aproveitamento e utilização é dos mais simples. Para o fotógrafo isto torna-se mais fácil ainda, pois o visor é uma figura retangular. O retângulo interior é uma repetição do formato da própria imagem. Formas imaginárias De modo geral os elementos de composição estão contemplados no próprio quadro da imagem. Mas isso não impede que, por um exercício de imaginação, o observador conclua pela possibilidade de sua existência além do quadro. Seria como uma extensão da imagem. O fotógrafo pode inclusive contribuir para isso, tendo como por premissa a certeza de que existe um conhecimento prévio, por parte do observador, acerca da forma em sua totalidade. Assim, uma vez sugerida a presença de um elemento no quadro, ainda que por indicação parcial da imagem, o cérebro do observador completará a idéia de sua forma integral, mesmo que esta só se complete fora do quadro.

Esse procedimento é de grande utilidade quando se pretende sugerir uma linha de tragetória ou percurso, especialmente quando presente nas cenas de elementos móveis.

Bibliografia ARCARI, Antonio. As formas, os objetos, o homem. Lisboa: Edições 70. P. 9-16 BUSSELE. Michael. Tudo sobre fotografia. São Paulo: Pioneira, 1979. p 10-27. LANGFORD, Michael. Fotografia. Guia Prático. São Paulo: Civilização, 1991. p 60-73. HEDGECOE, John. Guia Completo de fotografia. São Paulo: Martins Fontes, 1996. p 43-81.